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Novo mapeamento dos pontos vulneráveis à exploração sexual será finalizado até outubro

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Polícia Rodoviária Federal deve finalizar até outubro a quinta edição do Mapeamento dos Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Federais Brasileiras. O estudo é feito anualmente com o apoio da Childhood Brasil, da Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

No ano passado, foram identificados 1.820 pontos de risco de exploração sexual de crianças e adolescentes em rodovias federais do país, dos quais 545 estão na Região Nordeste. Em seguida vêm as regiões Sul (399), Sudeste (371), Centro-Oeste (281) e Norte (224).

No Nordeste, encabeça a lista o Estado da Bahia, com 148 pontos, seguido do Rio Grande do Norte, com 110, Pernambuco, com 87, e Piauí, com 47.

Esses pontos têm características que podem facilitar o crime, como falta de atuação do Conselho Tutelar e acesso a bebidas alcoólicas. Eles foram classificados conforme o grau de risco.

Com o objetivo de mudar essa realidade, a Childhood Brasil criou o programa Na Mão Certa, que busca formar caminhoneiros como agentes de proteção e fortalecer organizações de proteção à infância para a construção de soluções eficazes contra exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras.

No site do programa, é possível adquirir guias que orientam os caminhoneiros e que também trazem informações sobre temas como saúde, segurança, direitos humanos e família.

 Clique aqui para ver os números do levantamento do ano de 2010.

 

Caminhoneiros estão mais conscientes

Pesquisa realizada pela Childhood Brasil revela que os caminhoneiros estão mais conscientes do problema da exploração sexual de crianças e adolescentes. Em 2005, 63,2% responderam que não haviam saído com crianças ou adolescentes, enquanto em 2010 esse número subiu para 82,1%.

A relação de entrevistados que afirma saber que a exploração é errada também aumentou, passando de 20,8 para 37%. O número de motoristas que afirma ter tido contato com campanhas contra exploração sexual de crianças e adolescentes triplicou durante esses cinco anos. O número dos que afirmam já ter utilizado o Disque-denúncia aumentou de 1,3% em 2005, para 4,9% em 2010.

O levantamento, conduzido pelo núcleo de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com o núcleo de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entrevistou 343 caminhoneiros em Porto Alegre (RS), Itajaí (SC), Cubatão e Santos (SP), Belém (PA), Natal (RN) e Ara­caju (SE).

Clique aqui para fazer o download do resumo executivo da pesquisa.

Clique aqui para fazer o download da pesquisa na íntegra.

Para denunciar casos de exploração sexual infanto-juvenil, ligue 100 (Disque Denúncia).


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