Mesmo proibida, adoção direta ainda é comum
Apesar de proibida desde que a Nova Lei da Adoção entrou em vigor, em 2009, a prática da adoção direta – sem o intermédio do Cadastro Nacional – ainda é comum no Brasil. Em reportagem publicada no caderno Cotidiano (19 de setembro), o jornal Folha de S. Paulo mostra alguns exemplos.
O tempo de espera para a adoção é grande, mas não faltam crianças e adolescentes aguardando por uma nova família. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), até o dia 12 de agosto, foram registradas no Cadastro Nacional de Adoção (CNA) 5.369 crianças, de 0 a 17 anos, em todo o Brasil – 2.939 são meninos e 2.355 são meninas. O total de pais candidatos a adoção é bem maior: 28.988.
O problema é que a maioria dos adotantes tem preferência por cor e idade determinados e busca uma criança com perfil que difere daquelas que estão disponíveis no CNA. A frustração nessa busca pelo filho idealizado leva muitos pais a buscarem outros meios, como a adoção direta.
Essa situação tem melhorado. Nos últimos anos, a exigência por crianças brancas na hora da adoção caiu pela metade. Na primeira avaliação do CNA, realizada em 2008, 70% queriam um filho branco. Neste ano, a percentagem é de 38%. Entre as crianças candidatas à adoção, 65% são negras, pardas, indígenas ou asiáticas.
A nova lei pede que os pais candidatos participem de grupos de apoio, no qual recebem orientações sobre o processo e o conceito de adoção. O objetivo é que eles considerem outras possibilidades – como a adoção de crianças mais velhas, não brancas, ou grupos de irmãos, por exemplo.
